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Como saber se uma imagem foi feita por IA com o SynthID

Como saber se uma imagem foi feita por IA: lupa revelando marca d'água digital em uma foto

Saber como saber se uma imagem foi feita por IA virou habilidade básica em 2026. Fotos falsas de desastres, vídeos de políticos dizendo o que nunca disseram e áudios clonados circulam todos os dias no WhatsApp. Em plena eleição, o problema ficou ainda mais sério: deepfakes e IA dificultam o combate à desinformação no Brasil, como mostrou o Olhar Digital.

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Uma ferramenta nova ajuda nessa tarefa. No dia 6 de outubro, o Google abriu para qualquer pessoa o SynthID Detector, um site que verifica se uma imagem, um vídeo ou um áudio carrega a marca d’água invisível usada pelas IAs do Google e de empresas parceiras. Neste tutorial, mostramos como usar, o que o resultado quer dizer e os limites da ferramenta.

O que é o SynthID e como a marca d’água funciona

O SynthID é uma tecnologia de marca d’água digital criada pelo Google DeepMind e apresentada em 2023. Diferente de um logotipo no canto da foto, ela fica embutida no próprio conteúdo no momento em que a IA gera a imagem, o vídeo ou o som. É invisível para as pessoas, mas o sistema do Google consegue encontrá-la depois.

Uma boa comparação é a tinta invisível de algumas cédulas: a olho nu você não vê nada, mas com a luz certa o sinal aparece. Segundo o site oficial, a marca resiste a transformações comuns feitas no arquivo e é diferente dos metadados do arquivo, que se perdem facilmente quando alguém tira um print ou reenvia a imagem.

Quem coloca essa marca? Os modelos do Google, como o Nano Banana (imagens), o Veo (vídeo) e o Lyria (música), e ferramentas como Gemini, Flow, ProducerAI e Vids, segundo o TechCrunch. OpenAI, Nvidia e Kakao também adotaram o SynthID. A Apple deve entrar em breve: o Google afirma que imagens criadas com o Apple Intelligence vão ganhar a marca d’água SynthID, de acordo com o 9to5Google.

Imagem falsa gerada por IA mostrando o letreiro de Hollywood cercado de fogo
Esta imagem do letreiro de Hollywood em chamas é falsa: foi gerada por IA e circulou durante os incêndios de 2025 na Califórnia. Imagem: domínio público via Wikimedia Commons

Como saber se uma imagem foi feita por IA com o SynthID Detector

Até outubro, o detector só estava liberado para jornalistas, profissionais de mídia e pesquisadores selecionados, que testavam a ferramenta desde o Google I/O 2025. Agora qualquer pessoa pode usar. O passo a passo:

  1. Salve o arquivo original. Baixe a imagem, o vídeo ou o áudio na melhor qualidade possível. O próprio site pede o arquivo de maior qualidade para aumentar a precisão. Evite usar um print da tela.
  2. Acesse o site. Entre em synthid.com, no computador ou no celular.
  3. Envie o arquivo. Arraste o arquivo para a área “Upload a file for detection” ou toque em “Select file”.
  4. Aguarde a análise. Em vídeos e áudios, o detector aponta os trechos em que encontrou a marca d’água.
  5. Leia o resultado com calma (explicamos abaixo o que cada resposta significa).

Os formatos aceitos, segundo o TechCrunch, são:

  • Imagens: JPG, JPEG, PNG, BMP, WEBP, AVIF, HEIC, HEIF, TIFF, TIF e GIF;
  • Vídeos: MP4, MOV e WEBM;
  • Áudios: WAV, MP3, OGG, FLAC, AAC e M4A.

Um detalhe importante: o site está disponível no mundo todo, mas, por enquanto, em inglês, com expansão prevista para outros idiomas, segundo o 9to5Google. A verificação também foi integrada ao app do Gemini e ao Google Chrome. Segundo o Google, o sistema já recebe cerca de 1 milhão de pedidos de verificação por dia.

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O que o resultado quer dizer (e o que ele não diz)

O detector dá basicamente duas respostas, explicadas na página de perguntas frequentes do SynthID:

  • Watermark detected (marca d’água detectada): o conteúdo tem a marca SynthID e provavelmente foi gerado ou editado por uma ferramenta que usa essa tecnologia.
  • Watermark not detected (marca d’água não detectada): não houve sinal confiável. Isso não prova que a imagem é real.

Por que um “não detectado” não garante nada? O próprio site lista os motivos: a imagem pode ter sido criada por um modelo que não usa SynthID, ou por uma versão anterior à adoção da tecnologia, ou pode ter sido tão modificada que o sinal enfraqueceu. O aviso é direto: o SynthID “não é um detector geral de IA”. Ele só reconhece conteúdo de empresas que adotaram a marca d’água.

Outras empresas seguem caminhos próprios. A Microsoft e a Meta têm seus padrões de rotulagem e verificação, e a OpenAI mantém um site de verificação próprio. E nenhuma dessas ferramentas é infalível: elas falham com frequência até com conteúdo dos próprios modelos, segundo reportagem da Reuters citada pelo TechCrunch.

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Outros sinais de que uma imagem pode ser falsa

Como o detector não pega tudo, vale combinar a ferramenta com o bom senso. Antes de compartilhar, faça estas checagens:

  1. Procure a origem. Quem publicou primeiro? Um veículo de imprensa, um órgão oficial ou um perfil anônimo?
  2. Busque a mesma notícia em sites confiáveis. Um fato grande, como um incêndio em um ponto turístico famoso, aparece em vários jornais.
  3. Olhe os detalhes. Textos deformados em placas, mãos estranhas, sombras que não batem e reflexos impossíveis ainda são pistas comuns.
  4. Desconfie da emoção. Seja uma foto montada ou um deepfake em vídeo, conteúdo feito para causar raiva ou medo imediato é o mais usado em desinformação.
  5. Na dúvida, não compartilhe. Em período eleitoral, isso vale em dobro.
Infográfico com 5 checagens para saber se uma imagem é falsa antes de compartilhar
Cinco checagens rápidas antes de repassar uma imagem. Ilustração: Universo Tecnológico

Golpistas também usam essas técnicas. Veja como se proteger em nosso guia do golpe do WhatsApp com número novo e entenda como a urna eletrônica é protegida.

Se você também produz conteúdo, gravar seus próprios vídeos com boa qualidade é a melhor forma de mostrar que são autênticos:

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Perguntas frequentes

O SynthID Detector é gratuito?

O site está aberto ao público geral. O Google não anunciou cobrança pelo uso.

Ele detecta imagens do ChatGPT e do Midjourney?

Só detecta conteúdo de empresas que adotaram o SynthID, como Google, OpenAI, Nvidia e Kakao. Imagens de ferramentas que não usam a tecnologia podem passar como “não detectadas”.

“Não detectado” quer dizer que a imagem é real?

Não. Significa apenas que o sistema não encontrou a marca d’água. Combine o resultado com a checagem da fonte.

Conclusão

O SynthID Detector é um passo importante: pela primeira vez, qualquer pessoa pode conferir se uma imagem, um vídeo ou um áudio carrega a marca d’água das IAs do Google e de parceiros como OpenAI e Nvidia. Mas ele não é um detector universal. Use o resultado como uma pista, junto com a checagem da fonte e o bom senso, principalmente antes de repassar algo no WhatsApp.

Você já recebeu uma imagem falsa e acreditou? Conte nos comentários. E siga o canal do Universo Tecnológico no WhatsApp para receber mais dicas de segurança digital.

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