Instagram vídeos longos: teste de até 90 minutos chega ao Brasil
- Por Redação UT
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Se você procurou “Instagram vídeos longos” nesta semana, a resposta mudou. Em 26 de outubro de 2026, o Instagram anunciou o Features, um formato de vídeos longos e horizontais que está em teste com limites de até 90 minutos. E o Brasil está no centro da novidade: o recurso já vinha sendo testado com alguns criadores brasileiros antes de chegar a um grupo pequeno nos Estados Unidos, segundo a Variety.
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É uma virada para uma rede que, nos últimos anos, apostou quase tudo em vídeos curtos. O próprio chefe do Instagram, Adam Mosseri, admitiu a mudança de ideia. Abaixo, explicamos o que é o Features, o que muda para quem assiste e para quem cria, por que ele é visto como um passo do Instagram contra YouTube e o que ainda não se sabe.
Instagram vídeos longos: o que é o Features
O Features é um tipo novo de publicação pensado para conteúdo comprido e deitado, no formato de tela de TV. A ideia é abrigar podcasts, vlogs, entrevistas e episódios, segundo a Variety. Em vez de cortar tudo em pedaços de poucos minutos, o criador poderá publicar o programa inteiro dentro do Instagram.
O anúncio foi feito num vídeo de Mosseri com Tessa Lyons, vice-presidente do Instagram, de acordo com o 9to5Google. Os dois deixaram claro que é um teste: a empresa está medindo a reação de criadores e espectadores antes de decidir os próximos passos.
O tamanho do vídeo também está em teste. A Variety diz que o Instagram está experimentando limites diferentes, que chegam a 90 minutos. Para comparar: desde novembro de 2025, a câmera dos Reels grava até 20 minutos, mas o Instagram diz que só recomenda Reels de menos de 3 minutos, segundo o Social Media Today. Na prática, o vídeo comprido hoje existe, mas quase não é distribuído. O Features muda isso ao dar ao conteúdo longo um lugar próprio.
Mosseri mudou de ideia
A frase que mais chamou a atenção veio do próprio Mosseri. “Por muito tempo, fui contra fazer vídeos longos no Instagram”, disse ele, segundo o TechCrunch. O argumento dele sempre foi que vídeos curtos geram mais compartilhamentos e mensagens entre amigos, que são o coração do app.
Agora, a lógica é outra: o vídeo curto vira a porta de entrada, e o longo é onde o fã se aprofunda. Os exemplos citados por Mosseri foram podcasts e especiais de comédia, que podem ser publicados inteiros e também divididos em trechos curtos, segundo o Olhar Digital.

Por que o Brasil está no teste
O Instagram não explicou por que escolheu o Brasil, mas o país aparece em mais de um teste anunciado no mesmo dia. Além do Features, os criadores brasileiros testam o recurso de trechos ligados ao vídeo longo, e as transmissões ao vivo ganham testes de descoberta e de monetização no Brasil e na Indonésia, segundo a Variety.
O teste no Brasil é com alguns criadores, não com todos os usuários. A porta-voz Megan Buckley confirmou o alcance do teste ao Olhar Digital, e a empresa não disse quando o formato chega para todo mundo. Por isso, se você abrir o app hoje e não encontrar nada diferente, é normal.
Vale lembrar que o Instagram já teve um produto parecido, o IGTV, lançado em 2018. O app do IGTV foi encerrado em 2022, quando o Instagram decidiu reunir os vídeos no app principal e investir nos Reels, segundo o TechCrunch. A diferença agora é a ligação direta entre o vídeo curto e o longo.
Veja, num quadro, tudo o que o Instagram colocou em teste no anúncio:

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Clips as Reels, séries e TV: o pacote completo
O Features não veio sozinho. O anúncio trouxe um conjunto de recursos que, juntos, mostram a estratégia: usar o vídeo curto para atrair o público e o longo para segurar a atenção. Estes são os principais, segundo a Variety:
- Clips as Reels (trechos como Reels): o criador pode ligar até 8 trechos curtos a um vídeo longo. Quem vê o trecho no feed toca e vai direto para o vídeo completo. Também está em teste no Brasil;
- Séries: uma área no perfil para organizar Reels em episódios, como uma temporada de série. Está em teste desde o primeiro semestre de 2026 nos Estados Unidos, na Índia e no México, e deve chegar a mais países até o fim do ano;
- Live mais visível: transmissões ao vivo devem aparecer também na aba Reels, para quem ainda não segue o criador;
- Instagram para TV: o aplicativo para televisores, que já existia para Samsung, Fire TV e Google TV nos Estados Unidos, chegou ao Apple TV no país. Em breve, o celular poderá servir de controle remoto.
A ligação entre o Features e a TV não é por acaso. “Achamos que a melhor experiência para conteúdo longo e horizontal é numa tela grande e horizontal”, disse Tessa Lyons, segundo o Dexerto. Pense no Instagram tentando ocupar o lugar da TV da sala, onde hoje muita gente assiste ao YouTube.
Instagram contra YouTube: e o dinheiro do criador?
É aqui que mora a maior diferença entre as duas plataformas. No YouTube, o criador do Programa de Parcerias recebe 55% da receita líquida dos anúncios exibidos nos vídeos da página de exibição, e 45% da receita destinada a ele no caso dos Shorts, segundo a central de ajuda do YouTube. É isso que sustenta muitos canais que vivem de vídeo longo.
O Instagram ainda não tem nada parecido para o Features. “É cedo demais para divulgar um modelo de monetização de longo prazo”, disse um porta-voz da Meta ao TechCrunch. Segundo a Variety, a empresa diz estudar formas de o criador ganhar com marcas, com fãs e com o próprio Instagram, inclusive com incentivos por desempenho, e está pagando diretamente alguns criadores selecionados para produzir conteúdo longo.
Dois pontos ajudam o criador desde já, segundo o Dexerto: os vídeos não precisam ser exclusivos do Instagram, e quem já tem contratos de publicidade pode mantê-los. Ou seja, dá para publicar o mesmo podcast no YouTube e no Instagram.
O que isso significa para quem cria conteúdo no Brasil
Para o criador brasileiro, a novidade é uma chance de testar sem abandonar o que já funciona. Algumas ideias práticas:
- Grave pensando nos dois formatos: um vídeo horizontal completo e 3 a 8 cortes verticais que levem até ele;
- Cuide do áudio e da luz: num vídeo de meia hora, o público passa muito tempo ouvindo você, então um microfone simples e uma boa iluminação fazem diferença;
- Não conte com receita do Instagram por enquanto: o dinheiro, por ora, segue vindo de marcas e de fãs;
- Mantenha o YouTube: como não há exclusividade, publicar nos dois lugares reduz o risco.

O movimento também mostra uma disputa maior. O TikTok, por exemplo, começou a testar envios de até 60 minutos com um grupo limitado de usuários em maio de 2024, segundo o TechCrunch. Redes que nasceram curtas estão, uma a uma, abrindo espaço para o vídeo comprido. Quem acompanha a história das redes sociais sabe que elas mudam de cara o tempo todo, como mostramos em Orkut vai voltar? O que diz a carta do criador e a petição.
Para o espectador, o vídeo horizontal no Instagram pode mudar o jeito de usar o app. Ele deixa de ser só lugar de rolar o feed e passa a ser também lugar de assistir com calma. Essa transformação já vinha acontecendo entre os mais jovens, que usam o app para buscar e conversar, como explicamos em Instagram e Geração Z: como os jovens usam a plataforma.
Se você grava vídeos, alguns acessórios simples ajudam a deixar o conteúdo longo com cara mais profissional:
Para gravar vídeos melhores com o celular
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Dois microfones com ímã: bom para gravar podcast e entrevista com o celular.
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Perguntas frequentes
Instagram vídeos longos: já posso postar um vídeo de 90 minutos?
Provavelmente não. O Features está em teste com alguns criadores no Brasil e um grupo pequeno nos Estados Unidos. O Instagram não divulgou data para liberar a todos.
O que é o Instagram Features?
É um formato de vídeo longo e horizontal, voltado a podcasts, vlogs, entrevistas e episódios. Os limites de duração estão em teste e chegam a 90 minutos.
O Instagram vai pagar os criadores pelos vídeos longos?
Ainda não há divisão de receita de anúncios, como a do YouTube. A Meta diz que é cedo para anunciar um modelo de monetização.
Preciso tirar meus vídeos do YouTube para usar o Features?
Não. Segundo o que foi divulgado, o conteúdo não precisa ser exclusivo do Instagram.
Conclusão
O Instagram está fazendo o que Mosseri dizia que não faria: abrir espaço para vídeos longos. O Features, com limites em teste de até 90 minutos, começou pelo Brasil e vem acompanhado de trechos que levam ao vídeo completo, séries e um app de TV mais forte. Falta, porém, a peça que mais pesa para o criador: dinheiro direto da plataforma. Até lá, o YouTube segue com a vantagem, e o mais sensato é testar o novo formato sem largar o que já dá resultado.
Você assistiria a um podcast inteiro pelo Instagram? Conte nos comentários. E siga o canal do Universo Tecnológico no WhatsApp para saber quando o Features chegar para todos.


