Orkut vai voltar? O que diz a carta do criador e a petição
- Por Redação UT
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O Orkut vai voltar? A pergunta voltou a circular em 8 de outubro, quando a contagem regressiva no site oficial terminou às 10h (horário de Brasília) e deu lugar a uma carta do criador, Orkut Büyükkökten, e a um formulário de apoio, segundo o Canaltech. Não há data de lançamento, e ainda não é possível criar conta ou entrar em comunidades.
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Ou seja: o que existe hoje é uma campanha para medir o interesse por uma nova rede social, e não a reabertura da rede antiga. Neste guia você entende o que diz a carta, como funciona a petição, o que ela garante (e o que não garante) e por que seus recados de 2008 não vão reaparecer.
O que diz a carta de Orkut Büyükkökten
A carta, publicada no orkut.com com o título “Uma internet mais gentil é possível”, critica o rumo das redes atuais, de acordo com a CNN Brasil. O alvo principal são os feeds feitos para prender a atenção e os modelos de negócio baseados em publicidade.
Em resumo, o criador defende três ideias:
- Comunidades no lugar do feed: grupos de pessoas com interesses em comum, como moradores de um bairro ou quem pega a mesma linha de ônibus, exemplos citados pelo Canaltech. Ele resume a ideia assim: “Num feed, você é plateia; numa comunidade, você é membro”, segundo o Meio & Mensagem;
- Só gente de verdade: a página aponta bots, conteúdo gerado por IA, deepfakes e agentes autônomos como problemas, e propõe que todos os contatos sejam pessoas reais, com verificação de autenticidade;
- IA como ajudante, não como substituta: a inteligência artificial poderia ajudar a encontrar pessoas parecidas com você e a formar amizades, sem tomar o lugar delas.
Uma frase da carta resume o tom: “Um algoritmo não consegue fazer a vida valer a pena. Mas um amigo consegue.” Ela conversa com uma discussão que já fizemos aqui no site sobre como os algoritmos disputam a nossa atenção.
O que a carta não traz: nome definitivo, aplicativos, recursos de estreia ou prazo. Também não explica, na prática, como a IA funcionaria, observa o Canaltech.

Como funciona a petição do Orkut
A petição fica na mesma página da carta. Para assinar, é preciso ter 18 anos ou mais e informar país e e-mail; o telefone é opcional. Depois do envio, você recebe um código e pode gerar, de graça, um cartão digital de apoiador para compartilhar com amigos, segundo o Meio & Mensagem. Não há cobrança nem pedido de doação, informa o Canaltech.
Alguns detalhes que pouca gente leu antes de assinar:
- Não é preciso aceitar mensagens de marketing para participar, diz a própria página;
- Ela não é uma petição dirigida a governo, órgão público ou empresa: serve para mostrar que existe público;
- A política de privacidade explica que as inscrições servem para medir o interesse, e os cartões têm códigos que acompanham os compartilhamentos, segundo o Canaltech;
- O site é mantido pela Orkut, Inc., empresa com endereço em San Francisco, nos Estados Unidos, e os termos seguem as leis da Califórnia (termos de uso, atualizados em 6 de outubro de 2026).
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Quantas pessoas já assinaram
A resposta foi rápida. Em entrevista publicada pela Exame e reproduzida pelo SBT News em 16 de outubro, Büyükkökten disse que quase 500 mil pessoas assinaram em quatro dias, de 162 países. O Brasil respondia por 63% das assinaturas naquele momento. A empresa fala em reunir “milhões de assinaturas”, mas não divulgou uma meta mínima para tirar o projeto do papel.
Antes de assinar qualquer coisa com o nome Orkut, confira se o endereço é mesmo o orkut.com. Uma onda de nostalgia é o cenário perfeito para páginas falsas que prometem “recuperar seu perfil antigo” e pedem dados ou pagamento. Os sinais de alerta são parecidos com os do golpe do WhatsApp com número novo: pressa, promessa boa demais e pedido de código ou dinheiro.

O Orkut vai voltar como era antes?
Não. Os termos do site dizem que a campanha de pré-lançamento não é um compromisso de construir ou lançar a rede, em qualquer forma, mercado ou prazo. Adicionar seu nome também não reserva nome de usuário, conta nem lugar na fila.
E os perfis antigos? Não há nenhuma indicação de que perfis, recados, depoimentos ou comunidades possam ser recuperados, segundo o Canaltech. A própria página de ajuda do Google informa que não é mais possível salvar os itens associados a um perfil do Orkut. Quem não baixou suas fotos na época do encerramento não tem como recuperá-las agora por esse caminho.
A diferença em relação a 2014 é a dona da marca. O Orkut original pertencia ao Google. Agora, segundo o criador, a marca e a propriedade intelectual foram recuperadas depois de anos de conversa com a empresa, o que tornou o retorno possível em setembro de 2025, de acordo com o SBT News. Ele também afirma ter escrito “centenas de milhares de linhas de código” para a nova plataforma, mas nenhum teste ou demonstração foi mostrado. Büyükkökten não informou o capital necessário, os investidores nem uma data de estreia.
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Do Orkut ao Hello: a história até aqui
Para entender a expectativa, vale lembrar o tamanho do Orkut no Brasil. A rede foi criada em janeiro de 2004 por Büyükkökten, então funcionário do Google, e ficou famosa pelas comunidades, pelos depoimentos, pelos recados e pela lista de quem visitou o perfil, conta o Canaltech. Segundo o SBT News, a rede somou 300 milhões de usuários no mundo, 40 milhões deles brasileiros, números apresentados pelo fundador em entrevista de 2016.

A popularidade caiu com a concorrência, principalmente do Facebook. O Google anunciou o fim em junho de 2014 e desligou a rede em 30 de setembro daquele ano, alegando que YouTube e Blogger tinham crescido mais que o Orkut.
Depois disso, o criador tentou de novo. Em 2016 lançou o Hello, app para iPhone e Android que reunia pessoas por paixões em comum e chegou a vários países, inclusive o Brasil, segundo a site americano VentureBeat, em reportagem de agosto de 2016.
O serviço juntou mais de 100 mil interessados, mas o próprio Büyükkökten admite hoje que a marca “não funcionou”, segundo o SBT News. Em abril de 2022, o orkut.com voltou ao ar com uma mensagem sobre um novo projeto, de acordo com a CNN Brasil, mas nenhuma rede foi lançada naquela época.
Essa sequência ajuda a calibrar a expectativa: a vontade do público existe, mas uma rede social depende de dinheiro, equipe e gente usando ao mesmo tempo. Enquanto isso não aparece, vale cuidar bem das redes que você já usa, como mostramos no guia de configurações de privacidade do WhatsApp.
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Perguntas frequentes
O Orkut vai voltar em 2026?
Não há data. O que existe é uma carta e uma petição para uma nova rede social do mesmo criador. Os termos do site deixam claro que não há compromisso de lançamento nem prazo.
Vou recuperar meu perfil, minhas fotos e meus recados?
Não há indicação disso. A rede antiga foi desligada pelo Google em 2014, e a página de ajuda do Google informa que não é mais possível salvar os itens do perfil.
Assinar a petição do Orkut cria uma conta?
Não. A assinatura não cria conta, não reserva nome de usuário e não garante lugar na fila. Você recebe apenas um código e um cartão de apoiador.
A petição é segura e gratuita?
É gratuita e não pede dinheiro. Ela coleta e-mail e país, e o telefone é opcional. Só assine no endereço oficial, orkut.com, e leia a política de privacidade antes.
Conclusão
Então, o Orkut vai voltar? Por enquanto, não. Existe uma carta do criador, uma petição com centenas de milhares de assinaturas e a promessa de uma nova rede social baseada em comunidades e pessoas reais. Não há data, investidores conhecidos nem garantia de lançamento, e os perfis antigos não voltam. Se a ideia te anima, assinar não custa nada, mas mantenha a expectativa no lugar.
Você assinaria a petição? Que comunidade do Orkut você mais sente falta? Conte nos comentários. E siga o canal do Universo Tecnológico no WhatsApp para saber primeiro se a nova rede sair do papel.


